Empresas de motofrete que usam selo são mais seguras

Certificado de trânsito seguro diminui número de óbitos, porém não traz mais clientes
Por Erika Vieira

Colocado em prática este ano, o Selo Trânsito Seguro - que incentiva as empresas de motofrete a melhorar as condições de trabalho dos motoboys - fez cair o número de motociclistas mortos. Entre as 22 empresas que já aderiram ao programa, apenas um óbito foi registrado em 2007, segundo informa a CET.

Já no ano passado, 70 motoboys morreram, o que representa 25% dos casos de motociclistas mortos, sejam eles ligados ao motofrete ou não.

Na cidade São Paulo, existem cerca de 120 mil motoqueiros de motofrete. Como apenas 2.860 fazem uso do selo, a CET lançará o Projeto Roda Viva, uma iniciativa inédita de treinamento para motociclistas, que pretende focar os riscos da moto no trânsito e os danos que um acidente pode causar ao corpo humano.

Selo não atrai clientes
O selo conseguiu conscientizar os empresários do setor de motofrete a oferecer condições mais seguras de trabalho, como fornecer equipamentos de proteção, realizar manutenção das motos, apoiar o acidentado, dar convênio médico, providenciar áreas de descanso para os motoboys e registrar os funcionários de acordo com a CLT.

Porém muitos dos clientes não tiveram a mesma postura. “Nos 45 primeiros dias, valeu a pena. Os clientes procuravam a gente por causa do Selo. Mas hoje não é mais assim, eles dão preferência ao preço”, diz Reinaldo Scudeiro Junior, proprietário da empresa de motofrete RAE Express Serviços Rápidos.

Scudeiro conta que não dá para competir com quem não tem o certificado, pois, para garantir um serviço mais seguro, é preciso investir uma quantia maior de dinheiro. Nenhum novo cliente tem aparecido exclusivamente por causa do selo

31 de Agosto de 2.007


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