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Liberdade
O bairro da Liberdade, em São Paulo, é ponto obrigatório de visita para quem vem à cidade
O bairro da Liberdade, em São Paulo, é um local de visita obrigatório para todos os visitantes da cidade. Com muitas lojas, bares e restaurantes orientais, o bairro é a maior colônia japonesa do mundo, fora do Japão. Quem anda pela exótica Galvão Bueno, principal rua da região, tem a impressão de estar em outro país. Corredores de pilastras vermelhas com as tradicionais lanternas japonesas (Suzurantõ) compõem o cenário da rua, que desemboca num lindo jardim oriental. A beleza das decorações deu ao bairro da Liberdade, em 1973, o prêmio de decoração de ruas das festas natalinas.
Outra atração do bairro é a Praça da Liberdade, onde acontecem muitas manifestações culturais como, por exemplo, o bon odori, dança folclórica japonesa. A estação Liberdade do metrô, com saída para a praça, facilita a visita das pessoas que chegam para conhecer esse ponto turístico. Cerca de 20.000 pessoas passam pela região todos os dias. Nos fins de semana, as famosas feiras de artesanato dividem o espaço com barracas de acarajé. Utensílios da cultura japonesa como leques, quimonos, espadas e muitos outros são vendidos pelos comerciantes.
Uma nova mania que conquistou o bairro são os karaokês japoneses. Espalhados pela Liberdade, esses estabelecimentos oferecem aos frequentadores, além de comída típica e saquê, a oportunidade de se divertirem com um microfone na mão e muita música.
Durante todo o ano algumas atividades culturais são realizadas no bairro da Liberdade. Todas são patrocinadas pela ACAL - Associação Cultural e Assistencial da Liberdade. Festival de flores, campeonato de sumô, festival de estrelas, festival de fim de ano e muitos outros atraem um público diversificado numa confraternização típica do bairro.
História
O bairro da Liberdade começou a ser ocupado por japoneses em 1912. Muitos vinham do Japão, mas também do interior do Estado, após terminarem o contrato de trabalho na lavoura. Em 1932, cerca de 2 mil japoneses residiam em São Paulo. Eles ocupavam as ruas Irmã Simpliciana, Tabatinguera, Conde do Pinhal, Conselheiro Furtado entre outras.
Em 1915, foi inaugurada a Taisho Shogakko (Escola Primária), responsável pela educação dos filhos de japoneses. Em 1946 foi fundado o jornal São Paulo Shimbun, no ano seguinte foi inaugurada a Livraria Sol (Taiyodo), que existe até hoje no bairro da Liberdade. Em 1953 foi fundado o famoso Cine Niterói, com capacidade para 1.500 espectadores, onde hoje é o Hotel Barão Lu.
Mais tarde o bairro passou a ser procurado também por chineses e coreanos. Hoje, o bairro da Liberdade é um dos marcos históricos de São Paulo e conta um pouco da história da cidade.
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